Antes de viajar para fazer o enxoval nos Estados Unidos, a Dra. Marcela Arruda ajuda você a escolher a bomba de leite e os acessórios pela sua rotina.
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Para quem vai fazer o enxoval nos Estados Unidos, a Dra. Marcela Arruda, médica e consultora de amamentação no Rio de Janeiro, orienta antes da viagem a escolha da bomba de leite e dos acessórios pela sua rotina, com atenção à voltagem, ao modelo, ao tamanho das flanges e ao que vale ou não vale trazer na mala.
Muitas famílias aproveitam uma viagem aos Estados Unidos, durante a gestação, para comprar o enxoval do bebê. A bomba de leite costuma estar na lista, e é justamente o item em que mais se erra: a compra é feita pela recomendação de alguém ou pela vitrine, sem considerar como ela será usada na volta ao Brasil. Esta orientação é para você se:
A escolha da bomba começa pela sua rotina, e não pelo modelo da moda. Na consulta, a Dra. Marcela Arruda considera com você a frequência prevista das ordenhas, o tempo que você ficará longe do bebê, a sua mobilidade, a potência e o padrão de sucção do aparelho, o conforto, os tamanhos de flange disponíveis, o orçamento, a rotina profissional e se a bomba será a principal ou uma secundária.
Quem pretende extrair de vez em quando tem necessidades muito diferentes de quem vai sustentar a produção pela bomba depois da licença. Uma bomba elétrica dupla, que extrai dos dois lados ao mesmo tempo, costuma ser a escolha de quem volta ao trabalho. Uma bomba manual pode servir bem para uso ocasional. As bombas vestíveis, que ficam dentro do sutiã, oferecem mobilidade, e muitas mães as usam como aparelho secundário, ao lado de uma bomba principal.
Nas lojas americanas, você vai encontrar marcas conhecidas como Medela, Momcozy e Elvie, entre outras. Não existe uma marca melhor para todas as mães. O que define a escolha é a combinação entre o aparelho, a sua rotina e o ajuste da flange. Para entender as diferenças entre os tipos, veja a página sobre bomba de leite.
Voltagem. A rede elétrica dos Estados Unidos é diferente da brasileira, e no Rio de Janeiro há imóveis com tensões diferentes. Antes de comprar, confira na fonte do aparelho a faixa de tensão aceita. Fontes que informam aceitar uma faixa ampla costumam funcionar no Brasil com um simples adaptador de tomada. Fontes que aceitam apenas a tensão americana exigem transformador, o que acrescenta volume e risco de dano ao aparelho.
Tomada. O formato do plugue americano é diferente do brasileiro. Um adaptador resolve, mas é preciso ter um à mão desde o primeiro dia. Bombas com bateria recarregável por cabo USB costumam simplificar esse ponto.
Modelo e peças de reposição. Válvulas, membranas e flanges se desgastam com o uso e precisam ser trocadas. Antes de escolher um modelo, vale verificar se as peças de reposição e os tamanhos de flange daquele aparelho são encontrados com facilidade no Brasil, ou se será preciso trazer reposição na mala.
Garantia e assistência. Verifique se a garantia do fabricante cobre o uso no Brasil e se há assistência por aqui. Em caso de defeito, essa informação faz diferença.
A flange é a peça em forma de funil que encosta na mama. A bomba costuma vir com um tamanho padrão, e esse tamanho não serve para todas as mulheres. Flange grande demais puxa tecido em excesso e machuca. Flange pequena demais aperta a ponta do peito e diminui a saída de leite. Os dois lados podem precisar de tamanhos diferentes, e o tamanho ideal pode mudar ao longo da amamentação.
No mercado americano, é comum encontrar flanges avulsas em vários tamanhos e insertos que diminuem o diâmetro interno da flange. Isso é uma vantagem da compra nos Estados Unidos, mas exige cuidado: a medida confiável só pode ser feita depois que a amamentação começa. Por isso, comprar muitos tamanhos sem medir costuma ser desperdício. Na consulta antes da viagem, a Dra. Marcela orienta quais opções faz sentido trazer, considerando o modelo escolhido, e combina a revisão do ajuste depois do parto. Os detalhes estão na página sobre flange da bomba de leite.
| Costuma valer a pena | Costuma não valer a pena |
|---|---|
| Bomba escolhida pela sua rotina, com fonte compatível com a tensão da sua casa | Bomba comprada só pela indicação de outra pessoa, sem considerar a sua rotina |
| Peças de reposição do modelo escolhido, como válvulas e membranas | Muitos tamanhos de flange comprados sem medida |
| Recipientes ou sacos próprios para armazenar leite, com espaço para data e volume | Grande quantidade de mamadeiras de modelos diferentes antes de saber como o bebê vai se adaptar |
| Bolsa térmica para transportar o leite, se você vai voltar ao trabalho | Acessórios vendidos como estimulantes da produção de leite |
| Adaptador de tomada para usar o aparelho desde o primeiro dia | Uma segunda bomba principal, quando uma secundária atenderia a rotina |
Mais importante do que qualquer equipamento é ter, desde a volta da viagem, o contato de quem vai acompanhar a mamada e a ordenha nos primeiros dias.
A orientação faz parte da consultoria de amamentação no pré-natal e costuma ser feita pela consultoria online, o que permite atender mesmo quando você está com a viagem marcada para os próximos dias. A Dra. Marcela conversa sobre a sua rotina, o seu plano para depois da licença e as opções que você está considerando, e você sai com uma lista objetiva do que procurar nas lojas e do que deixar de lado.
Depois do parto, de volta ao Rio de Janeiro, o acompanhamento pode continuar com o ajuste da bomba e da flange, online ou na sua casa. Se o plano inclui a volta ao trabalho, veja também a página sobre volta ao trabalho.
Pode valer, principalmente pela variedade de modelos e de tamanhos de flange. Mas a decisão depende da sua rotina, da compatibilidade elétrica e da disponibilidade de peças de reposição no Brasil.
Depende da fonte do aparelho. Confira a faixa de tensão informada na fonte. Se ela aceitar uma faixa ampla, normalmente basta um adaptador de tomada. Se aceitar apenas a tensão americana, será necessário transformador.
Não existe uma bomba melhor para todas as mães. Marcas conhecidas como Medela, Momcozy e Elvie oferecem modelos diferentes, e a escolha depende da frequência de uso, do tempo longe do bebê, da mobilidade e do ajuste da flange.
Comprar muitos tamanhos sem medir costuma ser desperdício, porque a medida confiável só é feita depois que a amamentação começa. Na consulta, a Dra. Marcela orienta quais opções faz sentido trazer para o modelo escolhido.
Para algumas rotinas, sim. Para quem vai sustentar a produção pela bomba, muitas mães preferem usá-la como secundária, ao lado de uma bomba principal. A decisão depende do seu uso.
O ideal é algumas semanas antes da viagem, para que você tenha tempo de pesquisar os modelos indicados. Mas a consulta online pode ser agendada também perto da data do embarque.
Conte pelo WhatsApp a data da viagem, com quantas semanas você está e como imagina a sua rotina depois da licença. A Dra. Marcela responde com os horários disponíveis. Para conhecer todos os temas, veja a página da consultoria de amamentação.
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